Home NOTICIAS Bolsonarismo x cristianismo Bolsonaro discursa na 76ª Assembleia Geral da ONU

Bolsonarismo x cristianismo Bolsonaro discursa na 76ª Assembleia Geral da ONU

0
Bolsonarismo x cristianismo Bolsonaro discursa na 76ª Assembleia Geral da ONU

Bolsonaro – por que a verdade gera tanto ódio naqueles que sempre viveram na lama da corrupção, e quando tem a oportunidade de viverem algo extraordinário não aceitam e tentam derrubar um presidente honesto e patriota.

Esta é a questão colocada pelo teólogo cristão Agostinho (354-430) em suas Confissões, partindo da hipótese apresentada séculos antes pelo poeta e dramaturgo romano Terence (185 a.C.-159 a.C.) em sua comédia Andria, segundo a qual a complacência (ou, dependendo da tradução, servilismo, favor) produz amigos, mas a realidade (ou abertura) produz ódio.

Antes de fazer a pergunta, Agostinho diz que pergunta a todos se preferem encontrar alegria na realidade ou na falsidade, a qual todos afirmam categoricamente que preferem na realidade. Ele também relata que “encontrou várias pessoas que conseguiram mentir aos outros”, mas “ninguém que quisesse ser enganado”, pelo menos não de forma explícita; e então ele reflete sobre a natureza do auto-engano.

Bolsonaro

Bolsonaro

“Por que os homens têm como inimigo aquele que prega a verdade, quando amam a vida feliz, que nada mais é do que a alegria que vem da verdade? Talvez porque amam tanto a realidade que todos os que amam qualquer outra coisa desejam que o que amam seja verdade. Como eles não querem ser enganados, não querem ser convencidos de que estão errados. Então eles odeiam a realidade que amam em vez da realidade”.

Jair Bolsonaro, na Assembleia Geral da ONU em Nova York, demonstrou seu amor pela verdade paralela que fabricou com seus filhos e suas líderes de torcida complacentes e submissas. Ele é “um líder que acredita em Deus”, “valoriza o núcleo familiar”, “deve lealdade a seu povo”, liderou “a maior manifestação de nossa história”, “incessantemente” defende a “luta contra o vírus” do Covid-19, deixou o território “sem um caso concreto de corrupção” e “recuperou credibilidade junto ao mundo exterior”, sendo a “inflação, especialmente na alimentação” um “legado” não do dólar alto, mas de “medidas isolacionistas” impostas por governadores e prefeitos.

Bolsonaro está tão apaixonado por este “Brasil que é diferente do que está nos jornais ou visto na TV” que acredita ser verdade e tem como inimigo aqueles que mostram o Brasil real e a verdade sobre seu regime e sua família.

Mortes na pandemia

“Vários [daqueles que morreram devido à pandemia] tiveram alguma comorbidade, portanto o coronavírus só encurtou suas vidas em alguns dias ou semanas”, comentou o mesmo líder, que, sem um teleponto, repetidamente reitera em palavras sua deslealdade ao povo, às famílias das vítimas e a Deus, cujo santo nome ele despreza, desconsiderando assim o segundo mandamento do cristianismo, em uma entrevista com reacionários alemães.

Pessoas com co-morbidades têm a oportunidade de viver mesmo durante décadas com drogas eficazes para controlar suas patologias e a vacina contra todos os vírus para os quais não há cura, mas a teoria perversa do “pé na cova” derivada na animação é usada, para reduzir as baixas humanas, prejudicadas pela dolorosa omissão de apoio estatal já comprovada no CPI, uma comissão agora investigando o encobrimento das mortes de Covid-19 pelo operador Prevent Senior, cuja “análise” turvou a charlatanice de Bolsonaro.

A família exclusiva que o presidente valoriza e está tentando salvar é aparentemente aquela que agora tem dois chefes de uma organização criminosa nomeada pelo Ministério Público Flávio e Carlos Bolsonaro, por roubar o dinheiro da cidade através de funcionários fictícios. Um deles, André Siqueira Valle, foi registrado como “assessor” da Carluxo, pois trabalhava em uma fábrica de autopeças em Resende, a cerca de 3 horas da Prefeitura Municipal. Ele é o mesmo que foi registrado no escritório de Jair Bolsonaro, de onde, segundo sua irmã, foi demitido por não ter passado no teste de virtude exigido pelo então deputado federal para permanecer no cargo. Tudo isso contrasta fortemente com o sétimo mandamento: “Não roubarás”.

O abolicionista e diplomata

O abolicionista e diplomata Joaquim Nabuco, que representou o Brasil no exterior muito melhor que Bolsonaro, escreveu em seus diários que “um gênio como Bacon pode ser venal e corrupto, e nesta situação a esperteza serve para esconder o crime, o sofisma, a custódia, para esconder o crime, o que o torna pior”. O político e ensaísta inglês Francis Bacon foi acusado de corrupção em 1621, multado severamente e impedido de ocupar cargos públicos. Bolsonaro é o oposto de um gênio, e é por isso que a maldade bolonarista de esconder, reprimir, proteger e proteger os crimes é tão importante.

Leia também:   José filho de Jacó Existiu  |  Papa Francisco: O Cristianismo sem Fé na Cruz é mundano e estéril  |  BEM AVENTURADO O HOMEM QUE NÃO ANDA NO CONSELHO DOS IMPIOS  |  Palavra de Deus  |  O SEGREDO DO CRISTÃO  |  TENHA FÉ

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here